Por Natha, com Andresa Salgueiro

Esta comunidade, mostrou-me que um “pedaço de céu” (na Terra) é possível. Que é possível, termos uma vida (lá) fora e encontrarmos o nosso propósito interior, cá dentro, sem precisarmos de ter vestes apropriadas, cabelo rapado, meditações o dia todo, poucas brincadeiras, jejum… É possível, termos o melhor dos dois mundos, porque afinal, o nosso mundo é o melhor!” – Andresa Salgueiro

Poucas pessoas sabem que no coração da capital existe uma comunidade ecológica e espiritual, com mais de 20 pessoas, de todas as areas de profissões, que tomaram a decisão consciênte de partilhar uma vida em comunidade com outros seres humanos que possuem as mesmas aspirações espirituais, sociais e humanas.

O Ashram da Natha, Escola Espiritual de Yoga e Tantra, de seu nome Shambala Ashram, acolhe neste momento cerca de 23 pessoas, e apesar de estar no centro da capital, toda a comida do ashram é biológica, de produtores portugueses, cozinha-se e bebe-se água de fontes da serra de sintra, e os residentes não vivem longe da sociedade. De facto, nesta comunidade, cada um continua a poder ter a sua vida social, o seu emprego e actividades externas, mas passa a ter também um apoio e suporte espiritual para o seu desenvolvimento e transformação contínua.

Andresa Salgueiro viveu nesta comunidade, pelo seu projecto Believe:

“Se imaginam que os membros da comunidade onde eu estou, andam com uns panos à volta do corpo (peço desculpa mas não sei o nome técnico da vestimenta), são carecas, não comem, não riem, não brincam, não trabalham e só meditam o dia todo… estão muito enganados! Os yoguis aqui da Natha são pessoas “normais”… se é que hoje em dia alguém pode dizer que a “normalidade” existe. O que eu quero dizer é que há vida (também) fora do Ashram. Uns são engenheiros, outros actores, outros formadores, outros estudantes, outros designers… aqui a variedade é uma benção! Claro que também há pessoas que não “vivem” no mundo lá fora e que a sua vida é uma “doação” ao Ashram, mas a grande maioria, além de ser um yogui tântrico, também tem uma vida citadina! E isso é muito interessante! Interessante ver, como cada vez mais, pessoas diferentes, de estilos diferentes, idades diferentes e áreas diferentes se interessam cada vez mais pela espiritualidade e pela evolução da consciência humana!”

“Esta comunidade, mostrou-me que um “pedaço de céu” (na Terra) é possível. Que é possível, termos uma vida (lá) fora e encontrarmos o nosso propósito interior, cá dentro, sem precisarmos de ter vestes apropriadas, cabelo rapado, meditações o dia todo, poucas brincadeiras, jejum… É possível, termos o melhor dos dois mundos, porque afinal, o nosso mundo é o melhor!”