pelo professor de yoga Gregorian Bivolaru
do livro do Simpósio Internacional de Yoga, Costinesti 2009

Algumas referências essenciais que nos ajudam a perceber se somos seres humanos saudáveis do ponto de vista psico-mental

 

Normalmente, os seres humanos que são saudáveis do ponto de vista psico-mental manifestam:

1. A capacidade de amarem e serem amados, aceitando e até recebendo o amor que lhes é dado. Com a falta deste aspecto essencial, mais do que em qualquer outro mamífero, os seres humanos não sentem satisfação e felicidade e a alegria afectiva não pode evoluir.

2. O poder de aceitar, com alegria e curiosidade, as mudanças para melhor que lhes são necessárias, as mudanças para pior que não dependem das suas próprias vontades, ou as suas opções ou mudanças diferentes que aparecem ao longo das suas vidas. 

3. O poder de aceitar os estados de incerteza sem medos.

4. O poder de confrontar o medo do irracional com coragem, sentido um poderoso e constante estado de optimismo.

5. A capacidade de assumir riscos diferentes ou estar disposto a aceitar desafios que são benéficos.

6. O poder de eliminar e até de destruir, sem esforços excessivos, os medos e obsessões de certos intermináveis cenários terríveis, respeitantes a certas acções benéficas que estão prestes a realizar.

7. Poderosos estados de alegria de viver que devem ser espontâneos.
Uma ampla e larga escala de respostas revigorantes emocionalmente a diferentes situações que aparecem na vida.

8. A possibilidade de responder de forma equilibrada a emoções diferentes negativas (venenosas) tais como raiva, stress, certas tensões (no caso de seres humanos saudáveis, os estados de felicidade e alegria são muito importantes especialmente quando eles são animados por motivação e, mais do que isso, esses estados maravilhosos são um antídoto natural contra a dor).

9. Um contacto eficiente com a realidade que não deve ser nem diminuto (devido à predominância da imaginação), nem excessivo (isto permite os seres humanos saudáveis a acomodar facilmente a diferentes situações que aparecem na vida). Foi notado que os seres humanos não conseguem suportar certas realidades severas, chocantes ou emotivas se elas não são nem saudáveis do ponto de vista psico-mental, nem suficientemente preparadas interiormente 

10. Uma visão realística e rica o suficiente sobre o ambiente no qual eles vivem ou, por outras palavras, que os rodeia e lhes oferece a possibilidade de nutrir divina e universalmente esperanças valiosas; mais ainda, isto permite-os ser dotados com criatividade de forma a sentirem-se bem ou o melhor possível e para crescer/prosperar.

11. Um grau importante de auto-conhecimento que faz aparecer auto-confiança e os encoraja a mostrar as suas qualidades e capacidades (mais ou menos) excepcionais com as quais eles são dotados naturalmente. Um exemplo significativo é a habilidade de auto-cura que eles devem usar em pleno quando é necessário e até usá-la altruisticamente de forma a curar outros seres humanos que aceitem a sua ajuda.

12. O poder de dizer “Eu estava errado!” de uma forma sincera e humilde, quando fazem alguns erros.

13. O poder de aprender e manter na sua mente quase tudo o que é bom e valioso, de todas as experiências boas ou más que tiveram.

14. O poder de apreciar pelo seu verdadeiro valor e de repetir em ocasiões próprias certas experiências boas e agradáveis que os ajudam a transformar, conhecer-se a si próprios, acordar capacidades latentes. Tudo isto fazendo-os sentir-se cada vez mais realizados, satisfeitos e felizes.

15. O poder de evitar ou rejeitar, por escolha consciente, o repetir de certas experiências que são normalmente consideradas como más ou doentias e que lhes provocam grande sofrimento, tensões, desilusões, choques ou perturbações óbvias.

16. Os sentimentos profundos satisfatórios e esténicos de segurança e alegria determinados pela sua pertença a um certo grupo ou sociedade em geral.

17. A capacidade de satisfazer os pedidos naturais, benéficos e harmoniosos do grupo ou dos membros desse grupo ao qual eles pertencem, o melhor possível e com senso comum (até altruísmo). Tudo isto tem que ser combinado com a liberdade de escolha sábia e com senso comum, de acordo com as suas capacidades ou qualidades natas.

18. A liberdade e espontaneidade necessárias para brotar, crescer e desflorar todos os seus talentos e qualidades/dons natos quer para o seu bem, quer para o bem dos outros.

19. A liberdade de auto-expressão por vontade própria mas com a condição que seja harmoniosa, vinda de senso comum e não deve ser prejudicial para outros ou provocar sofrimento nos outros de propósito.

20. A abertura para sentir espontaneamente estados de admiração.

21. A capacidade de sentir estados de magia e mistério em certos momentos da sua existência.

22. A capacidade de sentir adoração e veneração quando tais estados brotam espontaneamente.

23. A capacidade de satisfazer naturalmente e harmoniosamente as necessidades benéficas dos seus corpos e dos outros seres humanos de sexo oposto com quem têm relações harmoniosas, baseadas em amor e respeito recíproco, mostrando senso comum e inteligência em todos os momentos.

24. O sentido de humor que pode frequentemente compensar a falta de algumas qualidades que foram descritas em cima.

25. A capacidade de rir harmoniosamente e vigorosamente.

26. Os frequentes estados de felicidade intensa e profunda e a aspiração para ser alegre, para sentir estados intensos de amor, satisfação, prazer, compaixão, abnegação e perdão, tem que ser normalmente os elementos importantes da sanidade psico-mental dos seres humanos.  

Todas as capacidades que foram descritas ou enumeradas em cima são muito importantes uma vez que elas representam as necessidades básicas dos seres humanos saudáveis do ponto de vista psico-mental. Estas qualidades podem também ser consideradas como um projecto SUI GENERIS que é necessário universalmente para a sobrevivência dos seres humanos.