Por YogaEsoteric

Prana é a força vital, psíquica e espiritual que sustenta as ações e as manifestações do corpo e da mente. Os grandes sábios e mestres deste planeta, independentemente da tradição a que pertenciam, revelaram a existência de uma energia fundamental e divina que transcende o tempo e o espaço, que impregna todas as coisas e os seres no universo e que influencia a vida e a saúde de todos os seres vivos.

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“Prana” significa “respiração”, “vida”, “vitalidade”, “energia” ou “força”. Quando este termo é usado na sua forma plural, refere-se a certas respirações vitais ou correntes energéticas (prana vayu).  Assim, “pranayama” significa o prolongamento, a restrição ou o controle da respiração e das energias subtis associadas (prana). Shiva-Samhita chama a isto, vayu sadhana (vayu = “respiração” e sadhana = “busca”, “prática”). No Yoga-Sutra, (capítulo 2, sutras 49-51), Patanjali descreve o pranayama como uma ação para inspirar e expirar de maneira controlada, enquanto se está sentado numa posição firme e estável.

A sua existência foi unanimemente reconhecida desde os tempos mais antigos, sendo chamados de nomes diferentes. Os iogues chamam de prana, os polinésios e os havaianos de mana, o povo chinês – qi e o povo japonês – ki. Hipócrates chamou de Vis Mediatrix Naturae e Galen chamou de Pneuma. Nas obras do sábio Hermes Trismegistos esta energia é mencionada sob o nome de Telesma. O alquimista Robert Fludd chamou-lhe spiritus e os adeptos da cabala, restringindo a sua significação, chamavam-na de luz astral; o hipnotizador Franz Anton Mesmer chamou-lhe fluido magnético, enquanto o psiquiatra Wilhelm Reich foi o primeiro a dar-lhe o nome de energia orgônico. Ultimamente, referindo-se à força primária e subtil da vida, os cientistas e os parapsicólogos chamavam de bioenergia.quatro-2

De acordo com o antigo ensinamento hindu, o prana é o poder divino que, no processo de criação do Universo, age primeiro em akasha tattva, um dos elementos básicos da manifestação. Na verdade, o próprio Universo é criado a partir desta substância fundamental, substrato de akasha tattva, através do poder da energia divina, prana. Em Upanishads, diz-se que, antes da manifestação, havia a não manifestação, que não é o vazio transcendental, mas o próprio prana. Portanto, o prana é a “alma” da energia, a essência de cada movimento, a força e o poder em todas as coisas e seres.

Por exemplo, o prana manifesta-se no movimento dos corpos celestes, na gravidade, na eletricidade e no magnetismo, sendo o subtil substrato energético de todas essas forças. É uma parte integrante de todas as formas de vida, desde o protoplasma mais inferior até o ser mais complexo do universo. Está presente nas coisas não animadas, como também na força de vida. O Prana penetra todas as formas da matéria, sem ser matéria em si. Nos livros ocidentais contemporâneos, a partir da necessidade de encontrar um homólogo material para esta manifestação, ela é frequentemente comparada à eletricidade.

Quando um ser ou uma substância material chega ao fim de seu ciclo de vida ou existência independente, a energia que o sustentou até agora é reabsorvida no prana universal e não-diferenciado.

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Embora o prana seja omnipresente, ainda assim, é mais concentrado em certos lugares, como no topo das montanhas ou em zonas próximas aos rios, manifestando-se de maneira óbvia como as concentrações mais altas dos íons negativos.

A tradição do Yoga considera que o corpo físico humano é estruturado de acordo com o modelo de um reservatório energético de prana, que actua como o “biomotor” vital do corpo. Através dos fenómenos contínuos de ressonância, o prana pessoal está em contacto permanente com o infinito reservatório do prana universal.

Assim, pode-se notar, mais uma vez, a importância extraordinária do fenómeno de ressonância que representa a base metafísica e prática de qualquer processo de comunhão entre o Macrocosmo, como uma unidade totalizante de conjunto e qualquer outro sistema ou parte que o reflita em miniatura. O ser humano, considerado como um microcosmo, é vitalizado, animado e espiritualizado através dos complexos fenómenos de ressonância com as infinitas energias correspondentes no macrocosmo. Estes fenómenos, são responsáveis por todas as acções, ditadas tanto pela reação divina e vontade própria quanto pelo livre arbítrio de cada ser humano.

Os chakras são os focos de transformação da energia universal, prana, e energia corporal individual no nosso ser (calor, energia química, mecânica, psíquica, mental e espiritual). Cada chakra intercepta e emite um raio de prana, de uma cor diferente dos outros, como expressão do espectro vibracional que o caracteriza.

A tradição do Yoga, juntamente com outras tradições espirituais autênticas, diz que a circulação do prana é mais intensa pela manhã, ao meio-dia e ao começo da noite. Ela é afectada pelos movimentos das estrelas e dos planetas e pelas influências subtis de outros elementos básicos (tattva-s) da manifestação (que também são expressos por fenómenos de ressonância). Estes elementos da manifestação actuam como um campo de modelagem através de sua própria força potencial.

De forma semelhante, o campo gravitacional de um planeta ou de uma estrela influencia, no nível físico, os corpos que o cercam. Assim, um potencial subtil pode ser comparado a um corpo celeste. De acordo com as acumulações de energia no ser humano, obtidas através da prática intensiva das técnicas específicas de pranayama, uma manifestação do tejas tattva, por exemplo, pode ser composta do ponto de vista dos efeitos com uma esfera de fogo, um planeta de fogo ou uma enorme estrela de fogo. Prana e a sua consciência e controlo traz-nos assim a consciência e controlo do nosso próprio ser assim como a sua revitalização.